sábado, maio 14, 2011

intimidades (anotação IV)

em geografias e tempos desconhecidos
pousaste o corpo fatigado pelo peso do teu esplendor,
diz-me - entregaste já o teu segredo?
ou poupaste-o aos ouvidos do homem?

na minha cabeça
és o lago calado onde os mistérios se afogam para que se cumpram como mistérios
as águas humanas onde nem deuses ousam entrar
és a prova do impossível, um limite astrofísico
o gume que ceifou as ilusões de uma vontade em chamas.

E de verdade, já nem sei:
És o passado que me alimenta a prosa?
Ou a prosa que enterrei no passado?

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